Se eu dissesse que não sinto eu estaria mentindo, meu coracão continua batendo por você... As gotas de chuva são como lágrimas que escorrem pelos meus olhos buscando um lugar para ficar, estive durante muito tempo fazendo perguntas sem encontrar respostas: se você é real, se eu sou real, ou se somos personangens que fazem parte de um mesmo filme. Eu estive gritando seu nome mas você não pôde me ouvir... você está tão perto em meus sonhos que eu posso ver você sorrir, eu posso ver você chorar, eu posso te mostrar o amor, eu posso mostrar o quanto "te amo"
M.Chavante
O que chega em meu coração? Será amor? Será Paixão? Será outro sentimento que não esses? O que sei é que algo machuca Dói, atordoa-me, confunde-me Tão longe e tão perto... Paradoxo que preferia a inexistência Longe, o físico Perto, o sentimento Sentimento que me embriaga, Deixa-me triste e contente, Eufórica e calada, Sensível e forte Sentimento incomum Sentimento do paradoxo Sentimento inefável Sentimento sufocante
A verdade é que não posso, E não quero fugir. Arriscarei as minhas lágrimas, Meu coração, Minha alma já sofrida Já faz parte da minha vida, Da minha mente, Das palavras que saem da minha boca Das lágrimas que saem dos meus olhos É busca incessante, Busca pelo nada, Busca pelo tudo, Busca pelo que ainda resta O que sei é que sinto, Sinto germinar, Sinto florescer Sinto tomar conta de mim.
O futuro pode ser incerto, Talvez, amargo Mas, o gosto que sinto nesse instante, Já vale infinitas vidas Vidas sofridas, Vidas felizes, Vidas sublimes, Vidas amargas Não posso deixar de senti-lo Sentimento intenso e confuso, Que machuca e me faz feliz Estou condenada a sentir-te E não quero me livrar dessas correntes Quisera eu poder te tocar Mas, sentimentos vivem na alma e no coração E, apesar de tudo, prefiro apenas te sentir Para jamais ter que te perder
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Eu apenas queria que você soubesse...
Que aquela alegria ainda está comigo E que a minha ternura não ficou na estrada Não ficou no tempo presa na poeira
Eu apenas queria que você soubesse Que esta menina hoje é uma mulher E que esta mulher é uma menina Que colheu seu fruto flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta Que hoje eu me gosto muito mais Porque me entendo muito mais também
E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora É se respeitar na sua força e fé E se olhar bem fundo até o dedão do pé
Eu apenas queira que você soubesse Que essa criança brinca nesta roda E não teme o corte de novas feridas Pois tem a saúde que aprendeu com a vida
Gonzaguinha
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Busca-me de vez para em teu Mundo ficar. Diz as verdades tão esperadas Por meu coração. Tenha nas mãos a felicidade... Fale-me das flores e seus aromas, Do amor e ternura que acariciaram Meu viver, Da paz que sentirei em teus braços...
Revela-me a grandeza de amar Com alma livre de solidões E pavores... A plenitude do encanto que Teu olhar me provocará... Mostra-me teus anseios e medos Para que eu possa acreditar em Teu sentimento... Beije-me as lágrimas de saudade... Venha-me simples como dia Que nasce virgem para começar Uma nova história!...
...o sabor da tua boca que nunca conheci povoou os meus sonhos e por ele me perdi
o toque dos teus lábios sinto doce e macio a tua língua irrequieta louca, à procura da minha
mil beijos desejei mil beijos te dei sem nunca te tocar...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Amando você Como eu nunca amei antes Precisando de você, apenas pra abrir a porta Se implorando, você queira que as marés mudem Então me diga que faço. Eu tenho que tirar isso da minha cabeça.
Eu nunca pensei que diria essas palavras Eu nunca pensei que precisaria ficar Outro dia sozinha é mais do que posso suportar
Salve-me? Salvação é o que eu preciso Eu só quero estar ao seu lado. Salve-me? Eu não quero estar a deriva por esse mar da vida.
Ouça-me, por favor. Baby, não saia por aquela porta! Eu estou de joelhos Você é tudo pelo qual eu vivo.
De repente o céu está caindo Seria tarde demais pra mim? Bem, se eu nunca disse “sinto muito”, então estou errada. Sim, estou errada! Eu acho que ouvi meu espírito dizendo. Imaginando se ele está se distanciando de mim Então eu percebi que não posso viver sem ele
Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero. Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce; dificuldades para fazê-la forte; tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.
"As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos."
Clarice Lispector
Depois de esporádicas e perplexas meditações sobre o cosmos, cheguei a várias conclusões óbvias (o óbvio é muito importante: garante certa veracidade). Em primeiro lugar concluí que há o infinitio, isto é, o infinito não é uma abstração matemática, mas algo que existe. Nós estamos tão longe de compreender o mundo que nossa cabeça não consegue raciocinar senão à base de finitos.
Depois me ocorreu que se o cosmos fosse finito, eu de novo teria um problema nas mãos: pois, depois do finito, o que começaria? Depois cheguei à conclusão, muito humilde minha, de que Deus é o infinito. Nessas minhas divagações também me dei conta do pouco que sabia, e isso resultou numa alegria: a da esperança.
Explico-me:" o pouco que sei não dá para compreender a vida, então a explicação está no que desconheço e que tenho a esperança de poder vir a conhecer um pouco mais."
Clarice Lispector
Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.
Clarice Lispector
domingo, 7 de fevereiro de 2010
A nossa casa
A nossa casa, Amor, a nossa casa! Onte está ela, Amor, que não a vejo? Na minha doida fantasia em brasa Costrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa, O bem que neste mundo mais invejo? O brando ninho aonde o nosso beijo Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos, Andamos de mãos dadas, nos caminhos Duma terra de rosas, num jadim,
Num país de ilusão que nunca vi... E que eu moro - tão bom! - dentro de ti E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
Florbela Espanca
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha, A essa hora dos mágicos cansaços, Quando a noite de manso se avizinha, E me prendesses toda nos teus braços…
Quando me lembra: esse sabor que tinha A tua boca… o eco dos teus passos… O teu riso de fonte… os teus abraços… Os teus beijos… a tua mão na minha…
Se tu viesses quando, linda e louca, Traça as linhas dulcíssimas dum beijo E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca… Quando os olhos se me cerram de desejo… E os meus braços se estendem para ti…
Florbela Espanca
"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar...."
Florbela Espanca
O nosso livro
Livro do meu amor, do teu amor, Livro do nosso amor, do nosso peito... Abre-lhe as folhas devagar, com jeito, Como se fossem pétalas de flor.
Olha que eu outro já não sei compor Mais santamente triste, mais perfeito Não esfolhes os lírios com que é feito Que outros não tenho em meu jardim de dor!
Livro de mais ninguém! Só meu! Só teu! Num sorriso tu dizes e digo eu: Versos só nossos, mas que lindos sois!
Ah, meu Amor! Mas quanta, quanta gente Dirá, fechando o livro docemente: "Versos só nossos, só de nós os dois!..."
Florbela Espanca
Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem achei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem, Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo: Fui eu? Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
Vendaval
...Ah, se, como levas as folhas e a areia, A alma que tenho pudesses levar - Fosse pr'onde fosse, pra longe da idéia De eu ter que pensar!
Abismo da noite, da chuva, do vento, Mar torvo do caos que parece volver - Porque é que não entras no meu pensamento Para ele morrer?
Horror de ser sempre com vida a consciência! Horror de sentir a alma sempre a pensar! Arranca-me, ó vento; do chão da existência, De ser um lugar!
E, pela alta noite que fazes mais'scura, Pelo caos furioso que crias no mundo, Dissolve em areia esta minha amargura, Meu tédio profundo.
E contra as vidraças dos que há que têm lares, Telhados daqueles que têm razão, Atira, já pária desfeito dos ares, O meu coração!
Meu coração triste, meu coração ermo, Tornado a substância dispersa e negada Do vento sem forma, da noite sem termo, Do abismo e do nada!
Fernando Pessoa
"Por favor, não me analise Não fique procurando cada ponto fraco meu Se ninguém resiste a uma análise profunda, quanto mais eu! Ciumenta, exigente, insegura, carente toda cheia de marcas que a vida deixou: Veja em cada exigência um grito de carência, um pedido de amor!
Amor, amor é síntese, uma integração de dados: não há que tirar nem pôr. Não me corte em fatias, (ninguém abraça um pedaço), me envolva toda em seus braços E eu serei perfeita, amor!
Mirthes Mathias
Presença
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas, teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos... É preciso que a tua ausência trescale sutilmente, no ar, a trevo machucado, as folhas de alecrim desde há muito guardadas não se sabe por quem nalgum móvel antigo... Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida... Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista que nunca te pareces com o teu retrato... E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Dá-me a tua mão
Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.
Clarice Lispector
Algo vive oculto na alma de uma mulher, tanto quanto Vivem ocultos os mistérios da existência...
Posso revelar todo o meu sentimento aos olhos de alguém Mas talvez só descubra quem, ou o que sou, diante de um poder maior.
Sou omissa como a noite escura, pra dizer qualquer coisa sobre o que é sentimento ! Por que são só palavras ...
Posso apenas descrever o que vejo, é um surto no qual, tudo está em seu devido lugar . Mas enquanto há um segundo em que o vazio se esvai penso que algo existe.
É simples assim, mas é peculiar adormecer na incerteza da vida e em meio deslumbrantes e alucinados pores-do-sol...
É simples explicar fenômenos quando se cria teses, mas jamais alguém vai decifrar os mistérios de uma dor que não dói!
Porque teses, são só palavras ...
QUANDO....
eu chegar sem nada dizer e permanecer em silêncio, por favor, entenda que só quero estar perto de você. Se notar que estou a ponto de chorar, não me diga “não chore“. Deixe que as lágrimas venham e perceba que eu só não escondo meu pranto de você. Se eu lhe disser que estou muito triste, por favor, não diga “não fique assim“. Deixe que a tristeza se esgote em mim e entenda que para você não preciso fingir. Quando, finalmente, eu abrir um amoroso e fortalecido sorriso, abrace-me carinhosamente, e diga: “estamos juntos“ e preencha-se de renovada certeza de que quando os papéis se inverterem, eu serei para você o que agora peço que seja para mim...
Eu admiro o que me faz voltar...
Pra ver a vida como eu sempre quis,
Minhas verdades ninguém vai mudar,
Nem apagar o que foi feito aqui...
Hoje eu sou o que restou da dor,
Da minha dor não posso me esconder
Mas que a verdade seja dita agora...
Eu mudei por você,
mas não quis sofrer
Por ser tão real pra mim
Vou e aprendo a viver e num segundo perder
O medo de ser quem eu sou...